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sábado, 20 de setembro de 2014

A NOÇÃO DE IDENTIDADE NA HISTÓRIA REGIONAL



A NOÇÃO DE IDENTIDADE NA HISTÓRIA REGIONAL

A conceituação de identidade tornou-se necessária frente a ampliação  dos objetos de estudo da história. No entanto a problematização, ao explorar o conceito, vem à tona quando, nesse processo de construção do que convencionou-se chamar de identidade, percebemos, na verdade, o paralelamento de uma identidade de uma determinada região que se sobrepõe a outra.
Não queremos, contudo, dizer que esta ideia de uma identidade universal não seja positiva. A questão a ser levantada e debatida é a que a identidade unitária, coletiva ou maior, que se tornou o anseio em situações como a crise de paradigmas hoje vivida é, em grande parte, causada pela adoção de um modelo de subjugação de uma identidade regional em detrimento de outra.
Isto é recorrente na historiografia brasileira, especialmente pelas dimensões continentais de nosso país, sendo as identidades relegadas a submeterem-se a este modelo. Esta absorção se dá através do conhecimento restrito do meio, que faz com que seja adotada o conjunto ideológico de influências da politica, da economia, dos costumes de regiões que foram privilegiadas pela historiografia tradicional.
Outro ponto a ser levantado e debatido é que, o conceito de identidade passará pela compreensão das múltiplas identidades que são geradas pelo prisma do multiculturalismo que encontra evidencias na analise da historia do ponto de vista  região. Ao enfatizarmos a questão de uma identidade ampla composta por identidades diversas entendemos que esse conceito ideológico poderá será entendido como um dos anseios do homem pós-moderno, no que tange a sua busca por ter algo a que se identificar, pois temos uma ideia universal de identidade, ao mesmo tempo permite-se respeitar as individualidades.
Isto será possível se tomarmos por base a “... definição filosófica, a qual agrega conceituações antropológicas e psicológicas, (...) define identidade como o caráter do que permanece idêntico a si próprio; como uma característica de continuidade( silva e silva, 2006. P 202).

(...) o conceito de identidade é muito importante para a compreensão do mundo globalizado, em que o enfraquecimento dos Estados Nacionais tem gerado a fragmentação das identidades nacionais e o ressurgimento de outras identidades, de gênero, etnias, justamente dessa fragmentação. Nesse sentido, é possível estudarmos as identidades com bases em muitas premissas (...). Essa Antropologia estuda a identidade em seu caráter relacional, ou seja, uma identidade se constrói a partir do encontro com os outros. ( SILVA E SILVA 2006P.2004)


Destarte a identidade pessoal seria a manutenção dessa percepção ao longo do tempo, partilhando desta essência em um grupo de indivíduos formaria a identidade cultural. A importância deste entendimento é perceptível nesse caldeirão de diferenças e necessária ao encontro com o eu, indivíduo, com a coletividade. A história regional caberia a correlação entre as dimensões da realidade local, regional e global, o conhecimento local serve para que o sujeito tenha consciência do que são suas bases estruturais e sociais. Para tanto, compreendemos que o entendimento sobre a historicidade do entorno promoverá o intercâmbio entre os saberes globais e locais em situações mais próximas e familiares momento em que o indivíduo se tornará, conscientes e identifique-se com essa história.


SILVA, Kalina Vanderlei e SILVA, Maciel Henrique Dicionário de conceitos históricos.  2ª ed. São Paulo: Contexto, 2006.


 

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