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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Observações

É engraçado como as coisas acontecem ao nosso redor.... olhar na fria noite o movimento...
O movimento do rio,
O movimento do vento,
O movimento de gente,
O movimento de carros,
O movimento de tudo...
Eu então, morrendo de fome depois de uma tarde atarefada, tambem observo o movimento dos meus intestinos, que a esta hora adiantada já se traduzem em sons... rsrs
Olho o celular e percebo uma ligação, mamys dizendo que o passageiro chegará em instantes.
Eu me apresso em descer do carro, mas tomo a precaução de olhar o nivel da bateria do celular, porque por vezes, minha própria companhia é insuportável...
Observo que o barco vai encostar na beirada do cais
Chegou... penso e  falo alto, pondo- me em movimento direcionado ao ponto que acredito eu, ser o de atracamento do Barco.
Então o moço do carrinho de bebidas rapidamente me corrige:
- não moça, ta voltando pra sair de novo, duvide que consiga!
- como assim... não é este o barco que vem do aAfuá?
Não moça esse encalhou, o que vai chegar ta lá fora, fala apontando para o horizonte escuro onde brilham pequenos pontos de luz artificial
Miro curiosamente meus olhos naquele objeto e percebo o esforço conjunto da tripulação e passageiros...
Motores em força total... a tripulação comanda os passageiros todos à popa... o esforço, entendo eu, é para quebrar a força da natureza que se traduz em rebeldia
Essa rebeldia que impede o homem de tudo dominar, tudo crer que pode ser modificado... tudo deve estar a sua disposição
A maré  morta atrapalha, maldita natureza que insiste em bloquear o progresso, o movimento do homem que julga ser, o seu movimento mais importante que o movimento do rio, do vento, do movimento de tudo
A maré baixa ... esta sim é a culpada dos motores fumaçarem.. esta sim é a culpada do homem perceber a sua pequenez diante da fúria implacável da natureza...
Afinal, quem aterrou o mangue? Quem deixou que a sedmentação, fenomeno tão comum nos rios do norte do país, ficassem alí ? ...compondo bancos que não permitissem livre acesso ao espaço que antes pertencia a ela?
Haaaa o homem atraves do seu modificar, atraves do seu trabalho
O bobo homem, que mesmo acostumado a  esta viagem ainda substima a natureza...  perdeu a maré, encalhou, fumaçou e não andou, ficou... Agora comprendo o que Nietzsche quis dizer quando falou que a vitória é potencialmente perigosa... ela cria a falsa ilusão ... agora vc domina tudo, pode tudo e não se contenta com um pouco daquilo, um disso mais daquilo... e pensa que tem autoridade de tudo... ledo engano... o tolo homem ainda não aprendeu que o respeito, principalmente o respeito a natureza é imprescindivel, afinal o tempo do relogio é o tempo do homem, não o da natureza!

Andreia Martel

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