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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Homenagem póstuma da turma concluinte 2014 ao Professor Gediael

       O ano de 2014 foi um ano de significativas transformações para a Família Raimunda Virgolino. Utilizo a palavra transformação, e não perda, por acreditar que em tudo há um significado, seja para os que partiram, ou para os que ficam...
       Morrer, é deixar que a vida siga uma ordem natural. O dia de nosso nascimento também é o dia da decretação de nossa sentença de morte. Nascemos para morrer.
       No entanto, acreditar na transformação torna nossa caminhada mais leve. Nós, seres humanos, filhos da esperança, como seres otimistas nos agarramos à ela. A necessidade de transformação bateu a nossa porta e levou pessoas queridas para essa transformação, Edênia, Gediael, Railan, voltaram ao pó. E a respeito dessa transformação Shakespeare em Hamlet já dizia “o pó é terra, e com a terra se faz argila”.
         A realidade da morte e a possibilidade do fracasso não podem ser avaliadas como perdas e lucros.
Ambos, Edênia e Gediael, frente à doença, mantiveram sua retidão, não deixaram de lutar. Afinal somos filhos da esperança. Aos que permanecem ganharam a vivencia com pessoas únicas.
         De Edênia, que agora nomeia nossa quadra poliesportiva, lembraremos de sua postura, de sua defesa semelhante a uma leoa, mulher de fala forte, a treinadora, a manifestante, da nota de desabafo deixada na sala dos professores, a mulher que fez nossa escola destaque mesmo sem ter sido a ganhadora da competição, da delicadeza com que dedilhavam acordes, sonorizava a vida, cantava com o coração.
         De Gediael, profissional que discretamente, assim como a aranha, tecia a beleza de nossas festas. Era envoltos e presos aos encantos propiciados pelo belo de sua mente criativa e imaginativa que poderia com tão pouco fazer muito, e sempre deixava sua marca em nossos eventos.
          Este ano, nosso baile perde um pouco de sua beleza, um pouco de sua leveza, das mãos habilidosas do nosso discreto artesão. Que os corpos vencidos pela doença e pela tragédia tenham direito a dignidade de repousar, de se transformar, mas que as lembranças e suas atitudes, feitos corretos e errados possam viver e ensinar por muito tempo ainda aqueles que puderam conviver com suas qualidades e defeitos e destes souberam amar o necessário para que se fizessem humanos.
( Andreia Martel)

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